Índia equatoriana Magnalena
“Nós somos parte da terra. Quando nos fixamos em um lugar, a terra
passa a ser nosso espaço. Temos carinho, amor e dependência. Não podem
quebrar essa ligação. É uma necessidade eterna. Precisamos respaldar o
setor indígena não só no Brasil, mas em todo a América Latina”, disse
Magnalena, da tribo La Calera. A índia está em Natal participando do
Congresso Internacional de Economia Solidária.
O protesto acontece em várias partes do país em solidariedade aos
Guarani-Kaiowá. Os índios ocuparam a fazenda Cambará em novembro do ano
passado, três meses depois de terem o acampamento onde moravam destruído
em um ataque no dia 23 de agosto de 2011. Agora, eles lutam na Justiça
para permanecer no local. A comunidade anunciou "morte coletiva" caso
tivessem que deixar o local, que pertence a um fazendeiro. Estudantes se pintaram e colocaram adereços.
Bandeira representa os índios da América LatinaConforme o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o termo não indica suicídio coletivo, mas que os Guarani-Kaiowá vão resistir à desocupação até a morte se for preciso.
Na Praça Cívica, o pequeno grupo de estudantes de Natal esperava a chegada de mais participantes para apresentar a dança típica da comunidade indígena e fazer a leitura da carta elaborada pelos Guarani-Kaiowá. “Este protesto não vai parar aqui. Estamos lutando por uma causa de Mato Grosso do Sul, mas vamos aproveitar para lutar pelos povos indígenas do nosso estado. Por isso é importante a adesão dos potiguares”, afirmou uma manifestante.
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